| Hístoria do Canyoning |
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Kloofing, em África, Tracing River, no Japão,
Canyoneering, nos Estados Unidos, Barranquismo, em Espanha ou o mais usual em
toda a Europa e grande parte do mundo, Canyoning, é o que pode escolher para
chamar a acção de descer/explorar um desfiladeiro – garganta.
O
canyoning, segundo vários autores, começou a ser praticado no início do século
XX, na década de 30, com as expedições de Edouard Alfred Martel, um explorador
francês que foi contratado pelo governo da França para explorar canyons,
gargantas e cavernas entre a França e a Espanha.
Actualmente, nos países da Europa do sul e
central o canyoning têm vindo a evoluir bastante, quer ao nível comercial quer
desportivo, sendo que em Portugal, apesar do seu visível desenvolvimento, ainda
não atingiu a dimensão que países como a Espanha, França, Itália, Suíça e
Áustria já têm.
Em Portugal a história do canyoning inicia-se,
naturalmente, de uma forma progressiva a partir de finais da década de
1980, associada ao interesse por parte de pescadores, pastores, montanhistas e
naturalistas em descobrir novos cursos de água, cada vez mais
inacessíveis, motivados pela aventura, pela descoberta de novas paisagens,
trabalho ou apenas por prazer. É a partir desta época que esta acção assume o
carácter de actividade de desporto de aventura, sendo abertos os primeiros
percursos no Gerês.
Na Madeira e algumas ilhas dos Açores, pelo seu potencial
para a prática da modalidade, são também explorados e abertos um grande número
de itinerários. Deve-se referir que, quer em Portugal continental, quer nas
ilhas, a ADA Desnível teve um papel fundamental na implementação e dinamização
do canyoning. Aliás, continua a tê-lo, especialmente na difusão do canyoning na
sua vertente desportiva.
Apesar da maioria dos
canyonings em Portugal Continental, já estarem descobertos e equipados, alguns
comercializados por empresas de animação turística, pelas suas características,
continua a existir um atraso significativo desta modalidade em relação a outros
países, nomeadamente na divulgação, legislação e tutela, gestão ambiental e seu
desconhecimento e, claro, na formação de Guias Profissionais, onde parte desses
problemas/lacunas são colmatados, transmitindo-se para uma prática mais
sustentada e racional. Esse atraso é, em grande parte, justificado por não
existir nenhuma instituição ou organismo que forme guias profissionais em
Portugal, logo um nível insuficiente de actividade profissional na modalidade.
Até
ao momento, a Tobogã conta com os únicos Guias Profissionais e Internacionais
de Canyoning em Portugal. |





