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 Alvará de Animação Turística n.º 50/ 2007  

Guias com formação na Comissão Internacional de Canyoning

Licença: nº 55 PNPG 4/2008


sócio colectivo nº 15009


Hístoria do Canyoning Imprimir e-mail

Kloofing, em África, Tracing River, no Japão, Canyoneering, nos Estados Unidos, Barranquismo, em Espanha ou o mais usual em toda a Europa e grande parte do mundo, Canyoning, é o que pode escolher para chamar a acção de descer/explorar um desfiladeiro – garganta.

O canyoning, segundo vários autores, começou a ser praticado no início do século XX, na década de 30, com as expedições de Edouard Alfred Martel, um explorador francês que foi contratado pelo governo da França para explorar canyons, gargantas e cavernas entre a França e a Espanha. Como a maioria dos desportos, foi evoluindo e aperfeiçoando-se. Inicialmente os equipamentos e técnicas usadas eram bastante rudimentares, no entanto as suas exigências particularidades foram reivindicando equipamentos e técnicas cada vez mais adequadas e até mesmo específicas da modalidade.

Actualmente, nos países da Europa do sul e central o canyoning têm vindo a evoluir bastante, quer ao nível comercial quer desportivo, sendo que em Portugal, apesar do seu visível desenvolvimento, ainda não atingiu a dimensão que países como a Espanha, França, Itália, Suíça e Áustria já têm.

Em Portugal a história do canyoning inicia-se, naturalmente, de uma forma  progressiva a partir de finais da década de 1980, associada ao interesse por parte de pescadores, pastores, montanhistas e naturalistas em descobrir novos cursos de água, cada vez mais  inacessíveis, motivados pela aventura, pela descoberta de novas paisagens, trabalho ou apenas por prazer. É a partir desta época que esta acção assume o carácter de actividade de desporto de aventura, sendo abertos os primeiros percursos no Gerês.
Entretanto, no início da década de 1990, surgem as primeiras ofertas de descidas de canyoning comerciais, por algumas empresas de animação turísticas. Desde de então, a procura e oferta tem vindo a aumentar a cada ano que passa.

Na Madeira e algumas ilhas dos Açores, pelo seu potencial para a prática da modalidade, são também explorados e abertos um grande número de itinerários. Deve-se referir que, quer em Portugal continental, quer nas ilhas, a ADA Desnível teve um papel fundamental na implementação e dinamização do canyoning. Aliás, continua a tê-lo, especialmente na difusão do canyoning na sua vertente desportiva.

Apesar da maioria dos canyonings em Portugal Continental, já estarem descobertos e equipados, alguns comercializados por empresas de animação turística, pelas suas características, continua a existir um atraso significativo desta modalidade em relação a outros países, nomeadamente na divulgação, legislação e tutela, gestão ambiental e seu desconhecimento e, claro, na formação de Guias Profissionais, onde parte desses problemas/lacunas são colmatados, transmitindo-se para uma prática mais sustentada e racional. Esse atraso é, em grande parte, justificado por não existir nenhuma instituição ou organismo que forme guias profissionais em Portugal, logo um nível insuficiente de actividade profissional na modalidade.

Entretanto,  a Tobogã, procura formação profissional no estrangeiro, onde 3 dos seus guias concluem a formação de Guias Profissionais e Internacionais de Canyoning em 2009, na Comission Internacionale de Canyoning (CIC), que é o único organismo especializado e profissional em canyoning, reconhecido em todo o mundo.

Até ao momento, a Tobogã conta com os únicos Guias Profissionais e Internacionais de Canyoning em Portugal.